E se o Papa fosse mulher?

Considerado o maior segredo do Vaticano, a história da Papisa Joana me veio a mente nesta tarde, enquanto eu acompanhava da redação onde trabalho, (muito embora sem a mesma empolgação que meus colegas de trabalho), a chegada do Papa Francisco ao Brasil.

Conta a história que na Idade Média (conhecida como a Idade das Trevas) quando os países da Europa ainda não tinham este nome, e não existiam muitos idiomas além do latim, as mulheres eram impedidas de estudar e podiam ser estupradas e até mortas por seus maridos.

Na mesma época, por causa do medo dos homens e pela vontade de estudar, uma moça chamada Joana passou a vida vestida de homem para que pudesse estudar medicina, até que se tornou médica do papa. Dali a tornar-se ela mesma, uma Papisa, cargo que durou dois anos até que a farsa foi descoberta e ela foi excomungada.

A atriz alemã Johanna Wokalek interpretou a Papisa Joana no filme
A atriz alemã Johanna Wokalek interpretou a Papisa Joana no filme

Até o fim da Idade Média e a Renascença a igreja católica reconhecia a história, mas  a partir do século XVII, o vaticano apagou os registros da Papisa Joana, fingindo que nada acontecera. Mas Donna Woolfolk Cross não desistiu da história e ano depois lançou o livro Papisa Joana, que posteriormente virou um filme, aclamado pela crítica.

E se fosse? 

Desde Joana, nunca houve outra mulher no comando dos católicos, simplesmente por não ter tido coragem de se aventurar numa tentativa até perigosa, simplesmente porque a mulher não pode ser sacerdotisa, entre as justificavas: por ter sido uma suposta escolha de Jesus Cristo, por que as mulheres devem se submeter aos seus líderes e cooperar através de orações (o que não parece uma justificativa, mas sim uma obrigação) e até porque  a nomenclatura do cargo, “Papa”, vem de São Pedro, o que impediria a mulher de ser nomeada de tal forma.

O assunto é tratado com pudor na igreja. O Papa Bento XVI, por exemplo, se opunha totalmente à nomeação de mulheres sacerdotisas e seu predecessor, João Paulo II, inclusive proibiu que o tema seja discutido publicamente.

Por isso creio que se existir um dia uma mulher corajosa o suficiente para tal ato, simplesmente por este motivo, as coisas mudariam no Vaticano. E este deve ser o medo da igreja católica.

A mulher sempre acaba por se destacar no comando e por ter atitude de mudar, o que faria muitas discussões e acusações que a igreja tanto tenta escolher voltariam a tona e teriam de ser discutidas. Não acredito numa mudança imediata, mas sim numa modernização demorada, o que já seria um progresso, considerando o pensamento medieval que a igreja católica ainda influi nas pessoas, um exemplo disso é a Jornada Mundial da Juventude, e a multidão que recebeu o Papa na tarde de hoje.

O que você acha da representação feminina na igreja?

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