Amélia assistiu: The Bling Ring

Eis que em meio a tantos afazeres da faculdade, do trabalho e claro, do blog, surgem ingressos para assistir o novo filme de Sofia Coppola de graça. Que vocês acham que eu fiz?

Imagina sua dashboard no Tumblr, só que sendo sua vida real, com Emma Watson interpretando uma de suas melhores amigas, num roteiro escrito e dirigido por Sofia Coppola. Este é The Bling Ring, A Gangue de Hollywood como o título foi vendido aqui no Brasil. Mas é claro que para ver sua dashboard em versão cinematográfica, você precisa ter plena consciência do conteúdo que você rebloga nela, saber o que é certo e errado, lícito e ilícito, para poder assistir.

O filme conta a história real da gangue que ficou conhecida como “The Bling Ring”, pois invadia casas de seus vizinhos em Los Angeles e levavam sapatos, bolsas, jóias, relógios e claro, muito dinheiro para fazer compras, irem as melhores baladas da cidade, e postarem tudo nas redes sociais, pois era para isso que roubavam, para imitar o lifestyle de suas vítimas.

Com o tempo, os roubos viraram obsessão, e passaram a se tornar metas pelos cinco adolescentes. Só que esses vizinhos eram famosos. Personalidades como Paris Hilton (que foi roubada mais de seis vezes, e só percebeu, quando os jovens lhe deram um prejuízo de quase 3 milhões de dólares), Lindsay Lohan, Rachel Bilson e dos casais Orlando Bloom e Miranda Kerr e Brian Austin Green e Megan Fox (entre outros, anônimos ou não).

O nome dos adolescentes foram trocados para a realização do filme, o que eu achei desnecessário, já que foi feito baseado em um artigo publicado pela jornalista Nancy Jo Sales para a Vanity Fair, pois o caso ficou muito conhecido, repercutido todos os dias no TMZ, por exemplo.

Nick Prugo chama-se Marc no filme, e é interpretado por Israel Broussard, Alexis Neiers é Nicki e é interpretada por Emma Watson, sua meia-irmã, Tess Taylor ganhou o nome de Sam, e é interpretada por Taíssa Farmiga, Courtney Ames é Chloe e é interpretada por Claire Julien. E a líder do grupo, Rachel Lee, ganhou o codinome Rebecca e Katie Chang dá um show de interpretação a sua personagem.

Embora o trailer passe esta imagem, não vá ao cinema achando que vai encontrar uma comédia adolescente americana, na verdade a poucos momentos engraçados, que ficaram por conta da personagem de Emma Watson. O filme é na verdade uma dura crítica a sociedade dos ricos e famosos e como isso influência tão facilmente os jovens, no caso da gangue, a ponto de roubar.

A trama tem um ritmo lento pois conta em detalhes e takes muito bem criados por Coppola, toda a futilidade na mente dos jovens, suas influências externas e como influenciavam uns aos outros. As vezes as cenas eram até muito longas, duas ou três estariam facilmente passíveis de cortes, onde poderiam ser adicionadas outras mais relevantes, por exemplo, um pouco mais da presença da família dos jovens, que só é destacada no caso da família de Nicki e Sam, pois as duas, na vida real, estrelam agora um reality-show. Coppola pode ter aproveitado para fazer uma crítica a isso também. Fora estas pequenas falhas, o filme é uma compilação de boa fotografia e edição, regado de uma pesada crítica a sociedade americana.

Existem sim um retrato dos jovens nas escolas e de suas obsessões por fama, como já disse, mas nada caricato, ou exagerado como costumamos ver nos filmes americanos, os jovens são ricos e fúteis, distinguem pessoas por classes sociais, mas não é feito comédia disso como normalmente acontece.

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Se você comparar os depoimentos representados por  Emma Watson e os da real Alexis Neiers, vai ficar surpreso com o quão Watson conseguiu ser sínica e defender-se mesmo sem negar ter roubado nada! Por isso ela é diferentemente engraçada. E Broussard da o mesmo ar de coitadinho que Prugo demonstra em suas entrevistas, ele foi o único que pareceu se arrepender de tudo, enquanto suas amigas apenas negavam e mantinham uma postura autoritária (só para citar os mais “falantes” da gangue).

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Eu recomendo o filme para aqueles que gostam de uma obra bem editada e realista, ainda mais tratando-se de uma história real, é claro, que também é muito interessante de se explorar, já que trata-se de jovens que no mínimo, eram bem perturbados e mal influenciados, e tem suas ironias, Alexis Neiers, por exemplo, ficou presa por um mês com uma de suas vítimas, Lindsay Lohan. E o quão fácil era roubar essas mansões, sem nenhuma segurança e até muito descuido de seus donos.

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Todos os jovens, até os novatos no cinema estão muito bem em seus papeis de crianças fúteis, mesmo nas cenas de condenação, que Coppola usa brilhantemente na edição inicial do filme, colocando-os como celebridades que se tornaram.

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